segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quando é que descobrimos que o mundo é triste?


............................ .... (Sim, sou eu)


Hoje presenciei esta descoberta por um adolescente no ônibus (sim, ótimo lugar para devagar, pelo menos eu acho!), devia ter uns 15 anos, estava acompanhado por seu tio, de uns 40 anos, que pouco antes de entrar no bus estava ajudando um bêbado a se levantar.
A primeira coisa que este tio disse ao entrar no ônibus foi “quando eu voltar, se este velhinho (o bêbado) estiver ali ainda, vou levá-lo para casa, quero ajudá-lo”. Não quero falar sobre este ato altruísta, mas da reflexão de seu sobrinho, que disse logo em seguida “o mundo é triste”.
Não me lembro de pensar assim com meus 15 anos, sempre fui alegre demais, achava o mundo uma festa... Mas voltando ao sobrinho, ele ficou um pouco pensativo e continuou “deve ser as drogas que deixa o mundo triste”- “A violência”- completou o tio - “por isso logo quero ir para a África, ano que vem serei transferido para lá”- “Mas lá é diferente?” – perguntou o sobrinho, com certa esperança nos olhos- “Nada, assim como tem mulheres belas em SP e aqui, lá também tem e não são diferentes para todas as outras coisas, boas ou ruins. Onde existe gente, existe a tristeza”. Não trocaram mais nenhuma palavra até o destino final e assim como eles, também fiquei pensando na frase (fortíssima) O MUNDO É TRISTE.
Não quero ir pelo caminho que eles percorreram, pois com certeza há muita tristeza no mundo. Entrei na reflexão e levei em conta o meu mundo, a minha vida e caminhando fui refletindo...
Quando é que descobrimos que o mundo é triste?
Quando rir já não tem graça?;
Quando, diante de uma encruzilhada, não sabemos que caminho trilhar?;
Quando somos enganados e pré-julgados de bobos?;
Quando perdemos, principalmente a quem se ama?;
Quando queremos, mas não podemos tirar a dor de alguém?;
Quando alguém que amamos adoece?;
Quando percebemos que o melhor a fazer é se afastar de alguém querido?;
Ao descobrir que um sonho não será realizado?;
Ou descobrir que mesmo realizando um sonho, ainda falta algo?;
A falta? Sim, a velha e conhecida falta, a falta de algo que talvez nunca saibamos o que é.
Pensando bem, tanta coisa entristece, mas nada, simplesmente nada, consegue derrubar um momento de alegria e é por esses momentos que busco sempre, aquele minutinho de alegria que te tira do chão, que te joga o astral pra cima, não tem preço, venha ele de onde virar, é pra lá que vou.
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A alegria é dourada...
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2 comentários:

Núbia Poison James disse...

Olá. Gostei muito da expontaneidade do seu blog. Vou acompanhá-la, torcendo p/ seu sucesso. Tchau, tchau.

BLOG DO JULIO ANASTÁCIO CAVALCANTE disse...

Seu texto revela o mesmo olhar especial de suas fotos. Seu blog tem rico e multiplo conteudo em cada pensamento.
Continue escrevendo e não esqueça:
As praias desertas continuam esperando por você.
Julio